terça-feira, 22 de outubro de 2013
Letras.
Pode ser qualquer coisa, um versinho, um texto no word, no guardanapo...
Eu gosto tanto de gente que escreve, que coloca sentimentos nas palavras, paixão, bom humor, ironia... Adoro ironias, geralmente vem de pessoas que tem tanto tédio que querem simplesmente enfeitar um pouco a conversa. Como disse meu querido falso mendigo, "tenho um tédio enorme da vida".
Não gosto de qualquer coisa, tem que ser bem feito, uma frasesinha que for, tem que tá bonita, bem acabada e tem que significar. Não importa o que ou pra quem, tem que ter sustância!
Sem erros de ortografia, por favor, porque quem escreve sabe que um belo pedaço seu fica em cada palavra que deixa por ai.
Tanta gente bonita no mundo e tanta gente vazia.
Vish, não sei mais sobre o que to escrevendo, quanta mudança de assunto...
Voltando as palavras, que me atire a primeira pedra quem não se apaixona por uma boa carta de amor... Não precisa nem se apaixonar pelo sujeito que a escreveu, mas quando ela vem bem de surpresa, com tanto carinho, como não amar?
Eu, particularmente, prefiro cartas do que presentes, assim como prefiro sorrisos a apertos de mão... Não é nada de medo de bactérias, eu simplesmente gosto mais, e o que é a vida sem alguns caprichos.
Pois é, se quiser me agradar, me manda um bilhetinho dizendo que gostou de me ver outro dia na padaria ou o que quer que for.
bom, vou-me indo, até!
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Sabe o que que eu quero Mário Alberto?
Não consigo mais fingir, não sou desse tipo. Tô triste, é assim tão difícil de entender? É, to achando pouco, to sofrendo de falta de atenção crônica, como criança pequena.
Sabe o que que eu quero Mário Alberto? Eu quero mensagem bonita do nada, mas não aquelas de sempre, cheias de pomposidades, daquelas com um "vi uma matéria no jornal, não tinha nada a ver com você, mas eu te amo tanto que lembrei de ti mesmo assim". Quero ligação sem eu pedir, quero uma flor daquelas que você pega no meio da rua, só porque achou bonita e lembrou de mim.
Eu quero sms de eu te amo no meio da noite, não importa quão ridículo e brega isso pode ser. Quero um "nossa, como você tá linda" quando eu não passo maquiagem, mesmo que não seja verdade. Quero uma visita de terça feira. Quero assistir filme de quarta no cinema, só porque é mais barato e comer pipoca no com três litros de manteiga. Quero sair na sexta a noite pra tomar café, quero piada sobre a pança do cara no ponto de ônibus.
Sabe o que mais eu quero? Quero braço passado no ombro, quero pergunta de como foi o meu dia, quero resposta quando eu perguntar a mesma coisa. Quero que me conte segredo, quero que ria das minhas piadas. Quero um "queria cuidar de você, me desculpe por estar longe", e quem sabe as vezes um "estou indo ai na sua casa pra cuidar da sua febre, calma que eu já chego!". Eu não quero "você consegue", "não desiste" ou sei lá, "você que sabe". NINGUÉM quer "você que sabe", é o cúmulo do desleixo e da falta de importância.
Quando eu falo "não quero ir no médico", não é 'você que sabe', é 'você vai sim! não vai morrer e me deixar aqui'. Quando eu digo que vou desistir do violão, não é 'você que sabe', é 'toca uma última pra mim, eu adoro o som da sua voz'. Eu faço doce, todo mundo faz, é natural do ser humano. Quando eu falar "deixa pra lá", por favor, por tudo que é mais sagrado nessa vida de meu Deus, NÃO deixa.
Eu não quero presentes, apesar de até gostar deles porque é com isso que tenta me agradar, é uma espécie de consideração. Mas eu devolveria todos sem pensar duas vezes, por uma visita de segunda que se estendesse até sexta.
Eu quero te exibir pros meus amigos, mostrar como o seu sorriso é lindo, mostrar como suas covinhas são sexys, como seus olhos de veludo tem o poder de hipnotizar qualquer um que tente lê-los. Quero ter tempo de te amar, de te fazer cócegas, de brigar com você sem ficar pensando em "engole essa raiva porque só tem mais duas horas do lado dele".
Quero você sem pressa, sem desespero e assim eu não precisaria de mais nada.
Querem aquela que eu não sou.
As pessoas querem demorar pra responder, mas não querem que demorem.
domingo, 6 de outubro de 2013
Postagem sem sentido número um.
E para melhorar, colocamos um "pra sempre" ou "eternamente" no final delas, e porque?!
Pra deixar tudo ainda mais impossível! Nós não conseguimos nem mesmo imaginar o que significa pra sempre, pois nem nossa própria existência dura mais de cem anos (raros os casos que passam disso).
Porque nos prendemos e desejamos fazer com que as pessoas acreditem em coisas que nós não temos condições de manter, ou pior, porque nós mesmo seguimos acreditando nelas? Por menor que seja, sempre quando é quebrada, nós nos machucamos e tudo pela eterna necessidade de certeza, de conforto, de querer saber que teremos alguém agora e no futuro, que não perderemos tudo, mesmo que perdemos nós mesmos.
Pensem comigo, se ninguém acreditasse no que prometemos, não precisaríamos gastar anos da vida tentando manter em pé algo que não funciona mais, ou não brigaríamos com tanta frequência, nem nos sentiríamos tão traídos quando quebrassem uma promessa que nos fizeram.
E não digo que eu estou livre disso, muito pelo contrário, eu aqui escrevo justamente por ser uma das piores vítimas de promessas quebradas, porque pra mim promessas são coisas divinas, com as quais nós não deveríamos nos meter e muito menos tentar repetir, mas não, teimamos e eu, particularmente, termino sempre um dia após o outro decepcionada por ainda acreditar infantilmente que no dia seguinte, tudo vai dar certo, mas vou lhes dizer uma coisa, nada vai dar certo da maneira que pensamos, e nisso sim nós podemos confiar.
Mas isso pode ser, e é, na maioria das vezes, uma coisa boa, porque as oportunidades que abrimos quando quebramos a cara são infinitas e incrivelmente variáveis, muito melhor do que a certeza velha e amarelada que buscamos todos os dias... e mesmo assim nós nunca deixamos de persegui-la.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Tarde de sol
Quero você, o tempo todo, só pra mim.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Você de maresia.
Mil amores já se passaram por ambas as estradas, mil problemas já sugiram somente nesse ultimo amor, mas nada disso nos importa porque tudo o que basta é um abraço de aconchego.
Você aquieta meu coração barulhento, meus pensamentos errados e minha alma de artista, você, com esse seu sorriso manso e essa voz azul marinho, me relaxam a cabeça e me mostram o sorriso.
Nunca na vida achei que fosse ser assim tão fácil, tão leve de se levar, mas esse meu fardo de amor é tão gostoso que quase nem sinto o rumo estranho que minha vida acabou por tomar.
Quando você chega me lembra brisa de noite, aquela maresia tranqüila que vaza do mar pra acalmar o desespero da saudade. Vem também aquele cheiro de flor, aquele brilho delicado que emana do seu sorriso. Você trás a alegria de simplesmente não sentir falta, a felicidade de não ter saudade daquilo que se ama.
Às vezes dói de verdade, é uma saudade que não tem tamanho, mas tudo se justifica e se vale quando o carinho do seu olhar castanho escuro acaricia meu rosto.
Você é mais do que um simples você de verso, é um você poema inteiro, é um você de cartas transcendentais de amor, é um você que nunca que se esquece e que logo de manhãzinha vem me acordar.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Bom filho a casa retorna.
Pois é, eu voltei. Provavelmente ninguém mais lê e as ultimas pastagens tem quase um ano, mas eu voltei. Não sei por que motivo, se só me sinto confortável aqui ou se gosto de ter um lugar onde eu possa postar sobre qualquer coisa sem ter que me importar se é esse o tema do blog ou não.
O nome vai ser sempre mais meu impossível e eu ainda gosto dele... Espero que minha escrita e minha criatividade não tenham sido muito podadas pelos lugares em que estive depois que resolvi sair daqui.
Minha vida mudou muito, mas a essência fica, então, como um bom filho, eu retornei a minha casa.
Espero que ainda gostem, e se não gostavam, que gostem agora.
Boa leitura.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Que façamos um ano novo....
Eu discordo e concordo com todos. Todos nós, mesmo que no mais íntimos dos pensamentos e mesmo se formos as pessoas mais felizes da galáxia, desejamos que o próximo ano nos reserve algo de incrível e maravilhoso. Mesmo os mais céticos tem que admitir, mesmo sem crenças no sobrenatural, esperam que o futuro reserve algo melhor do que o passado trouxe.
Já no caso dos que criticam os que simplesmente esperam, estou do lado desses também... Por mais fortes que sejam as certezas que exista algo ou alguém além do nosso universo visível, temos que correr atras das coisas que queremos. Porque elas nunca chegam até nós antes que as mereçamos.
Que desejemos o grande amor, mas que demos amor para receber amor. Que desejemos dinheiro, mas que trabalhemos muito para recebe-lo. Que desejemos alegria, mas que não economizemos sorrisos mesmo nos momentos de tristeza profunda. Que desejemos paz, mas que façamos por onde tê-lá. Pois como dizia uma frase que ouvi em uma música uma vez "alguns falam de paz, enquanto fazem guerra". Que desejemos coisas boas pra nós, mas que façamos isso para os outros. Nesse sentido não concordo com os que só esperam, pois toda reação precisa primeiro de uma ação nossa.
E quando digo que também estou com os que não acreditam em nada, quero dizer que entendo os que assim são, por mais que não acredite que eles não esperam nada de novo. Porque já passei do sofrimento o bom tanto, para entender os que já não acreditam na felicidade que as boas novas nos trazem. Mas eu mesma nunca deixei de acreditar.
Por isso na verdade me desejo e a quem me lê, desejo o melhor do melhor, para podermos distribuir e melhorar o mundo e a vida das pessoas que amamos.
Folhas Brancas
Acredito que essa minha preferência venha da minha falta de amor e devoção por regras. Não me entendam mal, todos nós precisamos de regras, em casa, na escola, nos lugares públicos e etc... Mas eu nunca consegui me adaptar muito bem aos padrões que todo mundo segue durante a vida.
Por exemplo, enquanto minhas amigas da pré-escola brincavam de bonecas, eu ficava treinando como escrever meu nome. Enquanto minhas amigas do primário usavam sandálias e tênis cor de rosa, eu usava chuteiras. Enquanto minhas amigas do ginásio pensavam em namoros e beijos - não que eu não pensasse nisso também, mas era bem menos freqüente - eu lia, desenhava e começava a escrever meus livros - estes que ainda estão estacionados nos primeiros capítulos. Enquanto elas se reuniam em grupos de meninas, eu fiquei com uma única do meu lado e agora tenho mais amigos homens do que mulheres.
Mas eu não fazia essas coisas para ser diferente dos outros e me destacar, eu fazia porque simplesmente me sentia mais confortável e porque essas coisas me atraiam muito mais do que as que todo mundo gostava.
E isso ainda acontecesse comigo. Eu não tento ser a mais bonita e magra, eu tento fazer as pessoas rirem. Nunca quis ser médica ou advogada, sou estilista e escritora. Não toco violão, optei por bateria.
Acho que essa mania de ser diferente vai me perseguir a vida toda. E olha que essa fixação pelo diferente já me rendeu muitos problemas. Eu sempre gostei mais dos inteligentes do que dos bonitões, porque por mais que eles me atraíssem fisicamente, tenho um bloqueio que me impede de conversar com pessoas sem conteúdo.
Eu gosto de cabelos coloridos, alargadores e tatuagens, muito mesmo. Mas além disso, eu gosto do clássico, que acabou se tornando diferente pois caiu em desuso. Por exemplo os valores da sociedade dos nossos avós, os cumprimentos de bom dia, o comprimento das roupas, cortejos e namoros na varanda, as cores de antigamente. Gosto de perder uma tarde lendo um bom livro e sou apaixonada - extremamente apaixonada - por cães.
Não sou toda diferente, também tenho meus clichês, mas grande parte de mim repele essa normalidade.
Não sei onde isso para, porque ninguém se conhece por completo, por isso garanto que meus bons amigos poderiam enumerar muitas outras esquisitices minhas, mas posso dizer que isso me faz feliz, ser assim me faz feliz, justamente por que eu nunca tentei me adequar aos padrões dos outros. Nunca tentei "colocar uma calça que não era meu número" e talvez por isso eu me sinta tão bem, até com os meus dramas.
Maldito Relógio
Nunca me dei e acho que nunca vou me dar muito bem com essa história de relógio.
Hoje mesmo, repassando mentalmente as coisas que tinha separado pra viajar, percebi o quanto gastar dinheiro com um desses é inútil no meu caso.
Comecei com as coisas mais pessoais: "Roupas, Shampoo, Condicionador, escova de dentes, de cabelo..."
Depois passei aos itens de sobrevivência : "Lápis, borracha, celular, papel, apostila de desenho, máquina fotográfica - que a propósito meu irmão levou em uma viagem alternativa, com meu consentimento - sapatos e etc". Resolvi então pensar em coisas que a minha irmã mais velha pensaria se estivesse repassando o que ela deveria ter trazido para viajar e logo me veio em mente o cretino do relógio.
Eu sinceramente não consigo entender qual é meu problema com eles... Não que meus amigos já não estejam acostumados a me esperar mais que a qualquer outra pessoa para os programas que vamos fazer, ou que não tenham criado o hábito de me falar, no mínimo, meia hora antes do que para o resto do pessoal. Mas juro que não me atraso por mal, sempre começo a me arrumar uma hora antes, separo tudo o que vou vestir, tomo banho, me arrumo e quando percebo, já devia ter saído de casa há dez minutos.
E olha que isso não vem de criação, porque meus pais sempre tentaram me fazer tomar jeito.
Eu era acordada cada vez meia hora mais cedo para estar na escola na hora e sempre acabava me atrasando. Acho que se acordasse as quatro da manhã não conseguiria estar na escola às sete, a menos que realmente me interessasse.
Acho que isso tem a ver com a minha "alma de artista" - a quem costumo culpar por todos os meus defeitos - que insiste em se manifesta nos momentos mais impróprios e sem hora marcada. Não toca campainha, não tem nem mesmo um bater de palmas para avisar que as idéias estão chegando.
Essa não é uma mania da qual eu deveria me orgulhar, mas acho que nunca vou deixa-lá, pois coisas assim, improvisadas e que ninguém espera me atraem muito mais.
Mas talvez esse seja o motivo de eu nunca conseguir manter amizades britânicas.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Revolta
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Sãos e Salvos
O imenso carro percorria a cidade, vazia e sem luz, antes famosa pelas suas cores chamativas, luzes que brilhavam em todos os cantos: holofotes, carros, prédios, etc. Essa não era mais a realidade. Depois da Guerra, tudo era escuridão e, nas casas, tudo que o se tinha era esperança de um amanhã melhor. Mães esperavam a volta do seu marido, filhos esperavam o regresso do pai. De porta em porta o carro parava e, de lá, saia um soldado, um pai, um companheiro, que se corroia de felicidade por rever a família, depois de tudo que acontecera e ver que todos estavam bem.
A alguns quilômetros dali, uma mulher estava sentada na cama ao lado do filho, pequeno, apenas uma criança, e tentava fazê-lo dormir, afinal, nesses tempos, era menos doloroso manter-se com a mente vazia, livre de pensamentos ruins e dormir era o melhor a se fazer, porém o mais difícil. A criança relutava a dormir, queria esperar o pai, era tão pequeno, tão cheio de sonhos, um menino, acima de tudo, que tinha o pai como exemplo para tudo, era seu super herói.
- Meu filho, eu te amo tanto – a mãe sussurrou no ouvido da criança, já deitada, preparada para dormir.
- Também te amo, mamãe – uma sensação de sono invadiu o pequeno. Um bocejo.
- Durma, durma, já está tarde e crianças da sua idade devem ir para a cama cedo. – A mãe disse, passando a mão pelos cabelos do filho, de forma suave. – Só feche os olhos, e durma. O papai nunca vai nos deixar sozinhos – falava mais ansiosa que o filho, tinha um mau pressentimento.
Enquanto o tempo passava, a mãe cantarolava uma canção de ninar:“Apenas feche os olhos, o sol está se pondo. Vai ficar tudo bem, ninguém pode te ferir agora. Venha, luz da manhã, você e eu vamos estar sãos e salvos.” Até que o filho finalmente adormeceu nos braços da mãe, dormiu com esperança de acordar e estar ao lado do pai, depois de todo esse tempo.
Ela não se atrevia a olhar para fora da janela, tudo lá fora estava em chamas, destruído pela guerra que continuava na sua porta. Tentou se manter apegada à canção e não parou de cantar, até que a musica se foi, e ela adormeceu ao lado da criança, os dois ainda de mãos dadas, lembrando do momento das doces palavras do homem que amava: “eu nunca vou te deixar sozinha, tudo vai ficar bem e no final e nós vamos ficar sãos e salvos, juntos, sãos e salvos” enquanto as lagrimas escorriam pelos seus rostos no momento de despedida.
O carro do exército agora iria até a última rua da cidade, a única que restava. Só havia mais um homem dentro. Todos os outros já estavam em suas casas, sendo abraçados por suas mulheres e filhos, mas não esse. O caminho até o final da rua foi longo, pareceu uma eternidade até chegar à última casa, um casebre de madeira de um cômodo só, onde vivia uma família pobre. Provavelmente alguém esperava lá dentro. Esperava, sim. O homem sabia disso, mas não sabia se devia estar feliz ou triste por isso.
As luzes do farol do carro iluminaram a janela do quarto e a mulher acordou. Alguém batia à porta da casa. Só podia ser ele! O coração dela disparou. Finalmente o momento do reencontro tinha chegado, finalmente poderia abraçar o marido depois de todo esse tempo de desconsolo, saudade e falta de notícias. Ela correu até a porta e hesitou um momento antes de abri-la, o nervosismo não deixava. Mais uma batida, então ela a abriu.
Do lado de fora, um homem esperava, fardado, com as roupas rasgadas, sujas e mal cheirosas, possuía algumas cicatrizes pelo resto, alguns dentes lhe faltavam na boca e seu cabelo parecia meio chamuscado, como se tivesse pegado fogo. Eram exatamente como ela esperava ver seu marido, de nenhuma forma menos machucado ou sujo, afinal, era uma guerra. Porém, o homem que a esperava não era seu marido, não o conhecia. Quem seria? O medo percorreu o corpo da mulher e então o estranhou falou, com a voz falha:
- Sentimos muito pelo seu marido – disse isso e entregou à mulher um pingente de ouro grafado com as palavras “São e Salvo”, que usava no momento que morreu como herói.
Texto de Gabriel Paiva
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Ligações
Dias e dias se passaram, sua vida mudou; Antes garota que dançava como louca e dava risadas altas sem nem se importar com o que as pessoas pensavam dela, agora era quieta. Estava mais magra, não gostava mais de música. Seus milhões de motivos para ser feliz, pareceram sumir como vapor e os que lhe restaram não era fortes o bastante para lhe iluminar a escuridão que tomou seu peito.
Onde estavam seus amigos? O único que lhe sobrara estava namorando, uma garota que claramente não gostava dela. Seus problemas estavam além da realidade, ela agora tinha medo da própria mente, medo dos próprios pensamentos. Parou de obedecer as ligações, ficava com raiva toda vez que as recebia, gritava e depois de alguns segundos se recompunha e pedia desculpas ao aparelho, mesmo sabendo que ele não podia mais ouvi-la.
Nunca falava... talvez por isso as coisas parecessem muito maiores e mais feias, ela não sabia mais como se sentir bem. Mas sabe, ela era forte, muito mais forte do que ela mesma podia imaginar.
Uma manhã ela acordou com o toque do celular, aquilo era uma coisa a qual ela se apegara... mesmo com todas as mudanças, seu celular continuava a tocar, sempre na mesma hora, sempre com a mesma mensagem. Ela atendeu, ouviu a palavra. Mas antes que ele pudesse desligar ela começou a falar, falou tudo o que estava guardado em seu peito, falou por horas, ou minutos, nunca saberemos. Ela chorou, gritou, e quando finalmente terminou o monólogo desesperado, o estranho repetiu “Smile”.
Finalmente ela entendeu o que ele queria dizer com aquilo, ele não estava mandando que ela fosse feliz, ou insinuando que seus problemas não fossem o suficiente para fazê-la ficar triste. Não era uma ordem, era um pedido. Ele pedia para que ela sorrisse, por que apesar de tudo o que ela sentia, apesar de tudo o que estava passando e de se sentir sozinha, uma hora ia acabar, e tudo o que ele podia fazer por ela, era pedir que sorrisse. Por que ele sabia, que essa era a sua maior fortuna. Seu sorriso.
A garota nunca soube quem era esse misterioso estranho, por que por mais que ela retornasse as ligações, o número não existia. Então ela simplesmente ouvia, sorria e seguia em frente.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
E se hoje fosse o seu último dia?
domingo, 11 de dezembro de 2011
Cabeças Fechadas, aff.
Sinceramente para mim não, meu Deus como elas são chatas.
E não pensem vocês que isso se resume a pessoas mais velhas, por que essa "doença" atinge muitos jovens, de uma maneira quase irreversível.
São o tipo de pessoa que nunca aceita novidades, que quer sempre tudo do seu jeito e é rodeado de preconceitos. Metódico e chato. É uma coisa tão monótona e sem graça que eu vejo a pessoa sempre bege. Sabe,aquela pessoa que está sempre do mesmo jeito,com as mesmas roupas, o mesmo corte de cabelo, as mesmas músicas, as mesmas manias....a! Credo.
Eu não estou dizendo que todo mundo tem que gostar de tudo, que tem que lamber todos os defeitos das outras pessoas e todo esse papo de hippie. Mas qual é o problema de ter RESPEITO pelo o que as outras pessoas curtem? Não me venham com chorumelas dizendo que falar mal dos gostos dos outros é pura liberdade de expressão, eu não to proibindo ninguém de falar o que quer. Aliás é isso que eu faço aqui no blog a maioria das vezes não é? Eu só estou dizendo que se você fala o que quer, pode ouvir o que não quer sobre algo que você gosta. Tenha argumentos antes de criticar alguma coisa, isso é fundamental.
Mas enfim, o caso é que esse tipo de gente, que insiste em dizer que só um tipo de coisa é certa, um tipo de música é boa, um estilo de roupa é bonita e etc, são ridículas. Não existe um tipo certo para alguma coisa, a não ser nas ciências exatas, tipo matemática ou física. E mesmo nelas ainda existem jeitos diferentes de se chegar a um mesmo resultado, ou seja. Tudo está errado e certo ao mesmo tempo. Ou então, como diz o meu professor de filosofia: " Não existe uma verdade"
Será que as pessoas nunca vão aprender que a única coisa que nós estamos pedindo é respeito? Não queremos que gostem, participem ou usem as coisas como nós, as pessoas são diferentes e essa é a beleza, mas tem de haver respeito mútuo. A graça é o mundo colorido e esquisito, mas sem essa de xingamentos e falta de educação com os outros ok?
Falando Uma Merda Importante
Gente, espero que vocês me perdoem pela minha falta de cuidado aqui com o blog, muitas vezes eu tenho tempo mas não tenho criatividade pra postar alguma coisa decente para vocês lerem. Entre postar coisas que eu considero ruim e nada, prefiro não postar nada. Algumas pessoas que eu pedi para postar aqui comigo, como a Mari (quem lê faz tempo deve se lembrar), não puderam me ajudar por problemas com a escola e falta de tempo.
Os dois textos que eu postei aqui, prometo que vou terminar e postar as continuações aqui mesmo, agora que estou de férias poderei doar mais do meu tempo aqui. Me perdoem mesmo, vou tentar postar sempre pra vocês, sério .-.
Não vou mudar o estilo do blog, até por que ele nem tem um estilo de verdade, eu posto sobre nada na verdade, mas gosto assim.
Se alguém se interessar em me ajudar ou quiser escrever algum post específico eu ficaria muito feliz. Vou deixar meu e-mail.
Boas Férias, mas agora é que começa a diversão.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
Viver infinitamente mais
Muitas vezes em nossas vidas nós simplesmente perdemos nosso tempo tentando criar utilidade para os sentimentos, tentando fugir do que sentimos pelo simples fato de que não achamos certo, nós acabamos nos forjando, controlando coisas que não são saudáveis e sendo civilizados demais.
Guardamos nossos próprios pensamentos e nossos sentimentos, como se fossem feitos só pra nós, e não, não deveríamos fazer isso. Estes mesmos são coisas tão grandes e tão fortes que não foram feitas para ficarem guardadas, eles são dignos de serem exibidos, esfregados na cara de quem merece, serem anunciados aos sete ventos por um sussurro.
Acontecimentos que não entendemos nos fazem perder a vontade e o vigor que tínhamos no começo de tudo, mas é exatamente ai que estão os nossos piores erros, nós perdemos tempo demais tentado entender. Na maioria das vezes as coisas não tem que ser compreendidas, não tem que ter um propósito posterior, elas tem somente que acontecer, por que muitas vezes o propósito posterior não existe, o que tinha que acontecer, aconteceu ali, naquele momento e você nem se deu conta por que estava perdendo seu tempo tentando entender o por que.
Nós não fazemos uso das nossas habilidades, não seguimos nossos extintos, não saímos por ai rindo alto simplesmente por os outros que estão a nossa volta achariam isso falta de educação não é? É mentira e uma mentira que ninguém sabe quem foi que inventou e que ninguém gosta, mas segue pelo medo de tentar coisas novas, sabe aquele cara que passou por você cantando em silêncio, fazendo os movimentos da bateria, e com fones no ouvido? Aquele mesmo cara que você olhou torto e fingiu achar estranho? Então, eu tenho certeza que você queria estar no lugar dele, fazer a mesma coisa que ele e até mesmo poderia fazer melhor e sair dançando no meio da rua. Você sabe disso, então qual era mesmo o por que de você olhar pra ele?
Nós passamos tempo demais perdendo tempo, passamos tempo demais sem nos entregarmos as nossas paixões, aos nossos amores, aos nossos ódios... Guardamos todos os nossos sentimentos, nos prendemos à aquela falsa esperança de ser algo que não somos. Há uma frase muito conhecida de Carlos Drummond de Andrade que diz "A dor é inevitável, o sofrimento é opcional", essa frase não fala que podemos deixar de sentir o sofrimento e sermos felizes para sempre, o que ela quer dizer, é que nós sofremos por que damos atenção demais às coisas que nos machucam, e nos esquecemos daquilo que nos faz bem.
Então sei lá, pense menos, viva mais (;
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Amor de bem com a vida.
O amor do qual nunca falamos é muito mais bonito, mas não tem tanta audiência por que às vezes parece que as pessoas gostam de sofrer. É como um jornal sensacionalista, só mostram más noticias e coisas ruins por que as pessoas gostam de uma forma masoquista de se divertir. Mas como no comercial da coca-cola que todo mundo viu, e com certeza se sentiu muito melhor com o mundo, os bons são a maioria, e por que não trazer isso quando falamos de amor também?
Amor, tão falado, tão comentado, tão malvisto. Cada um de nós guarda dentro de si seus amores. Acho absurdamente superficial resumir o amor no sentimento que há entre um casal, na verdade amor é o sentimento que move a humanidade como um todo. O amor pela ciência, amor pela filosofia, amor pela natureza, amor pelos animais, amor pelo país, amor pelo trabalho, amor pela família, amor pelo desenvolvimento, amor até mesmo pelo frio. São nossos amores que nos fazem, que nos movem e consequentemente movem o mundo.
É extremamente vago comprimir uma coisa tão grande e com tantos afluentes em nossas vidas, simplesmente em relacionamentos, e como é mais comum ainda, em relacionamentos que não deram certo.
Então antes de começar a dizer que sua vida acabou, que não confia mais no amor, pare pra pensar em quanta coisa está envolvida dentro desta palavra, e pare de usa-la pra qualquer casinho de paixonite ok?
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Disney - Where your dreams come true
Eu só consigo transformar em palavras algumas coisas. Posso dizer que lá eu vi a magia, pura e brilhante no ar, eu quase podia ver os riscos dos desenhos na parede do castelo. Foi atmosfera de sonho se tornando realidade, pois mesmo eu vendo tudo lá na minha frente, de concreto e tinta eu continuei vendo o glitter no ar. É tudo tão grande, monumental e detalhista que quase não se consegue ver tudo. Foi a primeira vez na minha vida que desejei que um momento curto durasse pra sempre. Eu aprendi muito, mudei muito e com certeza para melhor. As pessoas que lá estiveram fizeram com que minhas memórias ficassem ainda mais coloridas, mágicas e reais. Elas me ensinaram, me fizeram rir e agora me matam de saudade. Foi a melhor coisa da minha vida, com certeza. Realizei um sonho e o melhor é que ele ainda continua sendo um sonho.
O que eu vi lá foi magia, pura magia.
Eu sei que pode parecer infantil, e bobo mas e daí? Onde eu estaria se não fosse criança ainda? Com certeza parecendo uma velha, sendo chata e rabugenta.
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Esse post não vai ser do tipo do blog, é um pouco mais sério, mas eu achei esse tema importante e legal. Então, vamos lá: “A humanidade...